Em terras de sol e alvoradas, nasceu Cíntia Portela, uma força que veio ao mundo não apenas para existir, mas para ecoar. Surgiu em Pelotas, Rio Grande do Sul, mas sua alma logo se expandiu para os ares vastos de Brasília, onde, ao se formar em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília, encontrou seu palco e sua vocação. Cíntia não é só atriz; é chama e poesia, uma artista cuja alma dança entre a ironia e a paixão.

Com talento feroz, a comédia a escolheu como filha dileta. Nos palcos do Prêmio Multishow de Humor, tornou-se finalista da sexta edição, onde o público foi cativado por seus personagens que pareciam saídos das histórias de outros mundos, e pelo brilho de esquetes tecidas com o fino fio da improvisação. Mas para Cíntia, o palco é sempre um chamado para ir além. E assim, cruzou oceanos, levando o riso ao povo de Portugal e subindo aos palcos lendários do Rock in Rio Lisboa, onde seu espetáculo “The Zucas” fez o riso ecoar entre multidões.

Não satisfeita, Cíntia conquistou os caminhos da televisão, ao lado de ícones como Rafinha Bastos, na série “Chamado Central”, e ousou no quadro “Quem Chega Lá”, arrancando gargalhadas em rede nacional. E, com a alma de uma narradora nata, aventurou-se pelos bastidores, sendo ela mesma a mente criadora em roteiros de shows renomados como “LOL - Se Rir, Já Era!” e “Vai Que Cola”, e desvendando o universo do humor também no Comedy Central.

Atravessou terras e mares em busca de novos ares para a sua arte, improvisando em palcos que são templos do humor mundial, como “The Second City” em Toronto e, nos Estados Unidos, no mítico “The Upright Citizens Brigade Theatre” e no “The PIT LOFT” em Nova York. A língua estrangeira não era obstáculo para ela, que fez da improvisação uma linguagem universal.

Cíntia Portela é, enfim, uma artista que lapida o riso e desafia convenções, abrindo novas portas para o humor e para a voz feminina em sua máxima potência. Como um trovão de riso e alma, ela permanece: uma lenda em construção, destemida, incansável, eterna.